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Pânico e Abordagem Junguiana. - Psicóloga Estela Noronha | Avenida Paulista - SP

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Pânico e Abordagem Junguiana.

Síndrome do Pânico: Tratamento pela Abordagem Junguiana



A tarefa do analista frente a uma crise de pânico consiste, em primeiro lugar, em oferecer um continente e o amparo necessários para a livre expressão das emoções, aliviando a pressão dos conteúdos inconscientes. O processo terapêutico auxilia o paciente a confrontar essas imagens por meio da compreensão do seu significado profundo, promovendo a integração consciente de partes antes negadas ou reprimidas.

A Descoberta do Significado e a Resolução de Conflitos


A descoberta do significado dessas imagens inconscientes facilita a resolução dos conflitos internos, promovendo uma dessensibilização progressiva dos fatores causadores do medo e da angústia. É fundamental lembrar que essa compreensão não deve ser apenas racional, mas sim uma profunda experiência vivencial.
A simples eliminação dos sintomas por meio da medicação pode significar a perda de uma excelente oportunidade para a reformulação de uma vida (ou de aspectos dela) que se encontre estagnada.
Diante de um paciente com transtorno de pânico ou com medo de enfrentar uma nova crise, o caminho clínico envolve estimulá-lo a se questionar acerca do como, do porquê e de quais são as causas reais que o levaram a esse estado.
A compreensão do mito de Pã nos ajuda a entender quais caminhos investigativos o terapeuta, junto ao seu paciente, deve tomar no processo clínico.

Análise do Mito de Pã na Visão da Psicologia Analítica


Pã, em grego, significa "tudo". Representa a natureza, o grande todo ao qual tudo se subordina. Sua origem é Arcádia, uma região montanhosa povoada de pastores e rebanhos. A Arcádia é um lugar físico e psíquico, pois representa "as cavernas escuras" — isto é, o inconsciente, o lugar onde Pã habita. Ele é metade homem e metade animal (instinto).
Sua figura mobiliza vários arquétipos, pois sua representação simbólica é rica e abrangente. Vejamos algumas manifestações dessas imagens na clínica:

  • Os chifres: Ligados ao arquétipo do pai, representam força, poder, agressividade masculina e coragem.

  • As patas e os cascos: Ligados ao arquétipo da mãe, representam a natureza, a vida, a proteção, a nutrição e o conforto.

  • O arquétipo da sombra: Lugar no qual tudo o que é oculto e reprimido — como a natureza (instinto) e o corpo (a vergonha do próprio corpo, dos impulsos sexuais, as inibições e os bloqueios) — encontra guarida no inconsciente.

  • Os arquétipos estruturantes do animus e da anima: Atuam para a integração dos aspectos masculinos e femininos não identificados ou ainda não desenvolvidos adequadamente no indivíduo.

  • O arquétipo da criança: Clama pelo acolhimento. Pã foi abandonado logo após o seu nascimento. Por meio do espelhamento, podemos fazer uma leitura simbólica, ou mesmo concreta, de nossa própria criança abandonada.

  • O arquétipo da persona: No enraizamento de uma persona, quando o centro se desvia para esse arquétipo, há um desacordo com a essência do indivíduo.

Pã e a ninfa Eco evocam, juntos, a paralisação se comunicando. Há também a reflex
ão para que ocorra um redirecionamento de vida. Pã fez a comunicação por meio do pânico; a nós, resta fazer a reflexão.

Com a morte de Pã e o advento do cristianismo, como nos conta Plutarco, o filósofo grego, ele não morreu, mas voltou ao inconsciente. Quando ocorre a associação de Pã (a natureza) ao Diabo (o mal), ele perde seu aspecto positivo, e a natureza é privada de sua voz criativa.

Agende sua sessão e inicie seu processo de cuidado emocional.

Terei o maior prazer em ouvir você e esclarecer todas as dúvidas pertinentes ao seu processo terapêutico e ao seu redirecionamento de vida.

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