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Lidando com a Culpa - Psicóloga Estela Noronha | Avenida Paulista - SP

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Lidando com a Culpa

Sentimento de Culpa Excessiva: Entenda as Causas e Como Lidar


O título deste artigo tem como objetivo chamar a sua atenção para esse sentimento desagradável e perturbador, que é muito recorrente e sempre percebido nas diferentes fases da vida que qualquer humano vivencia.

A "culpa" é levada, com frequência, direta ou indiretamente pelos meus clientes ao meu setting terapêutico. Ela é um dos pontos fundantes a serem examinados e tratados nos variados transtornos de ordem psicológica. Sim, sentimos sim muita culpa. Somos culpados. (A despeito de julgamentos formais por certos fóruns, ou seja, pela Justiça, nos imputamos a culpa por todos os nossos sentimentos, sejam eles bons como: de paz, de alegria ou de felicidade, entre outros; ou ruins como: de revolta, de injustiça, de inconformidade, de desamor, etc.). A questão que segue é: por que sentimos a culpa em sua forma mais cruel, de maneira tão ruim e frequente? Pela abordagem sociopsicológica, podemos afirmar que a culpa é constituída e vivenciada por fatores socioambientais, bem como através dos processos psicológicos. Esses processos, por vezes, se mesclam ou se tangenciam, nublando ainda mais o entendimento sobre esses tipos de sentimentos.

São duas as formas que a culpa nos alcança

  1. Formas de Ordens Sociais
  2. Formas de ordens psicológicas


Nas formas de ordens sociais temos, entre outras:
  • Igrejas
  • Estado
  • Família
  • "Não sinto que sou um bom pai ou uma boa mãe"
  • "Sinto que falho como filho ou filha"
  • "Acho que não sou um bom profissional no meu trabalho"
  • "Sinto culpa nos meus relacionamentos afetivos (marido/esposa)"
  • "Não consigo corresponder às expectativas religiosas ou morais da minha criação"
  • "Sinto culpa ou conflito em relação à minha própria sexualidade"
  • "Carrego a sensação constante de que não sou uma boa pessoa"
  • "Sinto dificuldade para lidar com meus impulsos biológicos (alimentação e hábitos de saúde)"
  • "Tenho crises de culpa por não conseguir controlar minhas frustrações cotidianas"

Como vemos, são muitas as situações em que o sentimento de culpa aparece. Desta forma, a pergunta que se segue é: qual é a dinâmica desse sentimento ou percepção, que quase sempre é enviesado, desconhecido, por vezes ausente de bases sólidas e traz em si um desconforto interno tão significativo? De onde ele se origina "dentro" das pessoas? Por que, afinal, nos sentimos tão culpados?

A Origem e as Consequências Psicológicas da Culpa


A culpa é uma resultante da raiva que, por sua vez, é acionada pela mágoa — geralmente fruto de uma ansiedade. Esse sentimento é desagradável por natureza. Ele poderá se transformar em um sofrimento crônico e variar de intensidade de pessoa para pessoa, conforme os seus valores e estágio de vida. Se a culpa não for tratada convenientemente, ela pode ser psicossomática, transformando-se em doenças físicas ou emocionais graves. Em maior ou menor grau, as consequências da culpa se cristalizam, muitas vezes, em transtornos psicológicos ou psiquiátricos depressivos, dentre outros males.

A frequência dessa dinâmica é significativa nas narrativas que acolho em meu consultório. Por serem paralisantes, essas crises funcionam como desencadeadoras do desprazer em viver, estopim da improdutividade, do mau humor e de uma tristeza sem explicação aparente. Esse ciclo desorganiza a capacidade do sujeito de se perceber corretamente e de se relacionar com o universo em que está inserido. A culpa escraviza o indivíduo em um circuito vicioso que parece não ter fim, caso ele não procure por ajuda especializada. Uma vez presa nessa espiral autoalimentante, a pessoa vivencia o ditado popular: "Os culpados fogem até de quem não os persegue".

Entenda a Dinâmica da Culpa (Esquema Gráfico)


Para entendermos melhor como a culpa funciona, vamos examinar o esquema gráfico abaixo. Siga a ordem da apresentação numérica para compreender o aparecimento da culpabilidade em nossa consciência.
Nesta curta abordagem sobre um tema tão complexo, percebemos que o fenômeno "culpa" é por natureza muito extenso, requerendo recursos especiais para o seu tratamento.

Esses recursos estão à disposição de quem procura pela psicoterapia. Este é o processo mais indicado e honesto pelo qual, em conjunto com um profissional da área da psicologia, você poderá sanar os desconfortos deste estado emocional. A(o) psicóloga(a(o) guiará você com segurança pelo processo inverso aos transtornos trazidos pelo sentimento de culpa, afastando o sofrimento ou minimizando as suas consequências. Esse profissional conduzirá o processo de forma honesta e imparcial ao conhecimento das causas que motivam a culpa. Juntos, minimizaremos ou faremos cessar as consequências danosas em que você possa se encontrar. Evitaremos, em um futuro próximo, o agravamento dessa situação que se mostra destruidora, paralisante e aniquiladora — quer as causas sejam de ordens sociais, psicológicas ou psicossociais. Afinal, não raramente elas estão integradas e sobrepostas. A culpa diz respeito ao indivíduo e à sua dinâmica perceptiva dos valores e do seu entorno.

A Filosofia e a Transformação Através da Dor


A filosofia também indica as consequências saudáveis da saída desse estado desafiador e culposo, quando ensina:
"É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela dançante."
Friedrich Nietzsche

As suas dificuldades serão suavizadas pelo meu acolhimento e pela minha compreensão de suas aflições, sem juízo de valores pessoais ou sociais. Sua estrela dançante reluzirá novamente na constelação da sua alma, desta vez mais leve. Este será o nosso objetivo compartilhado.

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